terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fortaleza, História, Tradição e Glória

Fortaleza, história, tradição e glória, livro escrito em coautoria por Airton de Farias e Vagner de Farias (Armazém da Cultura; 183 páginas), é um livro que conta a história do futebol cearense, desde os tempos românticos até nossos dias. Começa contando como foi a chegada do football numa Fortaleza ainda provinciana no auge da sua belle époque. Nossa cidade ainda incipiente, circundada por poucas ruas, sob forte influência cultural da Europa, principalmente Inglaterra e França.

A introdução do futebol em terras de Alencar, os primeiros jogos em um campo próximo ao Passeio Público, um esporte eminentemente aristocrático voltado para o congraçamento da classe dominante.

Até então o futebol servia para mostrar a virilidade do típico homem branco europeu presumidamente superior ao africanos e ameríndios. Com a força política, econômica e cultural da Europa (Inglaterra e França), manifestada numa ideologia de superioridade racial, onde intelectuais defendiam teses preconceituosas e racistas, “verdades científicas”, da “inata superioridade da raça branca”, o que tornaria a os europeus mais “aptos” que os povos mestiços, negros, indígenas (pág.19).

O esporte bretão, como era conhecido, usava em abundância termos de origem inglesa, como: football, match, scrath, field, player, goalkeeps, referee, back, forward, footballers etc (pág.21).

Aos poucos aquele esporte introduzido no nosso Estado, onde deveria ser um ponto de convergência de uma exclusiva elite branca, passa a ser um atrativo ao resto da população, e ter uma forte penetração nas camadas mais pobres da nossa população. Operários negros, brancos e mestiços passaram a disputar partidas de futebol e conseguiram se destacar em campo fazendo com que os clubes da elite fortalezense aceitassem em seus quadros essa nova classe.

O bom do livro é que os autores não se restringem somente a história do futebol, nem do surgimento do Fortaleza Esporte Clube, apesar de ser o foco do livro; focalizam temas sociais, políticos, conjunturais, raciais e sobre as mudanças sociais da nossa cidade. Mostram, os autores, que o futebol quebrou algumas barreiras impostas por uma mentalidade de superioridade branca.

Fortaleza Esporte Clube, surgiu em 18 de outubro de 1918, clube de glória e tradição ou o time daquelas camisas, da mística camisa tricolor. O clube surge da metamorfose do Stella, time fundado em 1915. Segundo os autores (pág.45) em 1912 Alcides Santos fundou um time chamado Fortaleza Sporting Club, mais tarde, em 1915 é transformado em Stella, aliás, vale frisar que o nome vem do italiano e quer dizer estrela. Em 1918, novamente, passou a ser denominado de Fortaleza Sporting Clube.

Apesar da divergência histórica prevalece entre historiadores, e, oficialmente, pelo clube a data de fundação como sendo 18 de outubro de 1918.

Alcides Santos é o grande nome do Fortaleza Esporte Clube e do futebol cearense. Hoje seu nome é eternizado no estádio do Leão, localizado no bairro do Pici.

Vale destacar que o livro tem um grande acervo de fotos que, habilmente, vem documentar ilustrativamente nossa grandiosa história.

Por fim, é importante destacar o belo prefácio do livro, da lavra do cantor, compositor e produtor Calé Alencar.


Livro que recomento.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sete desafios para ser rei

Sete desafios para ser rei, livro do escritor holandês Jan Terlouw (Editora Ática; 167 páginas), é um livro de ficção juvenil que conta a história de um jovem que nasceu no dia da morte do rei de seu país.

A história de passa na cidade de Katoren, cuja capital é Wiss. O rei de Katoren, já bastante idoso, tinha como último desejo morrer em uma noite de tempestade, com raios e trovões.

Naquela mesma noite, nasceu Stach. O pai de Stach era um pedreiro que trabalhava na restauração da catedral de Santo Aluísio, a maior da capital Wiss. Na manhã seguinte a morte do rei e ao nascimento de seu filho Stach, um mensageiro do palácio pediu que o pedreiro que hasteasse, no alto da torre da catedral, a bandeira a meio pau. No cumprimento dessa simples tarefa o pedreiro, por ter passado a noite acordado aguardando o nascimento do filho, escorregou do alto da torre e morrera. A mãe de Stach, após a notícia da morte de seu esposo ficou profundamente abalada, foi acometida por uma doença e morreu dias depois.

A criança foi então criada por seu tio de nome Gervásio, fiel criado do rei.

Como o velho rei não tinha deixado descendentes, ou seja, ninguém para sucedê-lo no trono do Katoren, o país passou a ser governado por seis ministros que formariam um governo provisório. A promessa dos ministros ao povo de Katoren era que em breve um novo rei seria escolhido para governar o país.

Após dezessete anos da morte do rei, o jovem Stach, determinado a se tornar o novo rei de Katoren, confronta os ministros e se candidata para sucedê-lo.

Os ministros eram: Carlos Recto, ministro da Honestidade, Bonifácio Hermano, ministro da Virtude, Antonio Ligeiro, ministro da Eficiência, Sebastião Dureza, ministro do Regulamento e da Ordem, Henrique Sisudo, ministro da Severidade, Felipe Vassouras, ministro da Limpeza, sentindo seus interesses ameaçados, escolhem sete desafios, aparentemente impossíveis de serem resolvidos, para que o jovem Stach cumpra.

São desafios de governo, isto é, o jovem terá que resolver alguns dos problemas enfrentados pelas cidades do reino. 

Stach terá de viajar por todo o reino e vencer cada desafio. As provações impostas pelos governantes seriam:

1º - silenciar os pássaros ensurdecedores da cidade de Decibel;

2º - cortar o pé de romã explosivo da cidade de Polvorinho;

3º - exterminar o dragão de sete cabeças da cidade de Fumaceira;

4º - fazer com que as igrejas da cidade de Ecumênica, parassem de se moverem;

5º - pular de cima da torre da catedral;

6º - resolver o problema do nariz vegetal;

7º - O sétimo e último desafio era sentar na cadeira de pedra do Forte da Floresta.

Os pássaros de Decibel

Decibel era uma cidade que se localizava no extremo nordeste do reino de Katoren. Ao chegar à cidade Stach foi dominando por uma estranha sensação de abandono. Os habitantes caminham sempre apressados e silenciosos. Todos naquela cidade usavam gorros ou tinha a cabeça coberta.

Ele saiu andando pelas ruas de Decibel a procura da prefeitura da cidade, quando de repente uma moça sai correndo de sua casa e vai a sua direção gritando; entram na casa desta moça e conversa. Ela vai falando sobre os pássaros que periodicamente sobrevoam a cidade fazem um barulho estridente. O problema é que os pássaros quando estavam reunidos faziam tanto barulho em uma intensidade tão grande que acabava rompendo os tímpanos e deixava as pessoas surdas caso não tivessem protegidos seus ouvidos com tampões. A moça lhe dá um tampão de ouvido e lhe dar informações onde ficaria a prefeitura, então Stach vai à prefeitura e fala com prefeito sobre suas intenções.

Após conhecer o prefeito da cidade, Stach é convidado participar de uma reunião com os vereadores da cidade e explicar sua missão. Porém, na reunião, cada vereador tinha sua própria ideia a respeito do problema: Moven, queria produzir um som no qual os pássaros não gostassem, já uma senhora queria construir uma cúpula de vidro ao redor da cidade e o Blankert queria fazer com que os pássaros imitassem outro som produzido por eles.

No dia seguinte à reunião com os vereadores, Stach, vai a uma loja de som, fala com o dono para lhe emprestar os equipamentos como apoio, mas o proprietário da loja não concorda, mas ao chegar seus filhos que concordam com a ideia, daí ele coloca todo os equipamentos na praça da cidade e fica esperando os pássaros aparecerem; eles aparecem e Stach aumenta o volume do som e os pássaros começam a competir com o som, entretanto, os pássaros acabam ficando com problemas nas cordas vocais e param de cantar, todos pensam que estão surdos mas começam a escutar os barulhos das portas, da tosse e etc. O problema foi resolvido, então é declarado sete dias e sete noites de festa na cidade de Decibel.

Cortar o pé de romã explosivo da cidade de Polvorinho.

Stach volta para Wiss e é designado para uma nova missão, descobrir porque uma árvore de Romã solta granadas.

Ao chegar à cidade de Polvorinho, Stach vai até o prefeito e fala para ele fechar a fábrica de granadas, mas ele não aceita, pois a fábrica gera muito emprego para os cidadãos e produz armamentos que servem para a defesa do país. Então, Stach, inventa junto com o prefeito uma história para enganar os ministros e parar a produção de granadas. A história é que a prefeitura tem que contratar um administrador para a fábrica, senhor Smith, alegando que a prefeitura tem dado muito trabalho, daí eles param de fabricar granadas e passam a fabricar fogos de artifício sem pólvora, então as romãs começam a parar de ser explosivas. Dois meses depois as romãs não mais assustam ou causam perigos com suas explosões, o problema foi resolvido.

Então, novamente, Stach volta para Wiss avisando que havia terminado a segunda missão, mas os ministros não acreditam, e dizem que as árvores caíram somente depois lerem a carta do prefeito da cidade de Polvorinho mudaram de opinião.

A próxima missão seria derrotar o dragão de sete cabeças.

Stach partiu para a cidade de Fumaceira, chegando lá percebe que quase ninguém anda nas ruas, a maioria dos cidadãos gosta de trabalhar e são ricos, então ele tem uma ideia.

Pede alguns materiais, que somente um senhor fabricava. Pede para os demais cidadãos recolherem todos os pássaros que encontrarem mortos e entregando-os. Stach abre a barriga de cada pássaro e coloca os materiais que ele pediu; feito isso ele pede para os dragoneiros jogarem os pássaros lá bem perto do dragão de sete cabeças; o dragão come os pássaros e fica com enxofre, salitre e carvão no seu organismo, então ele procura algo que faça uma explosão grande mas não encontra, então ele pergunta ao prefeito se ele tem fogos de artifício, ele diz que tem, então ele pega os fogos e vai ao pântano onde habita o dragão; quando o dragão está se aproximando ele atira os fogos de artifícios, Stach pensa que errou, mas o dragão abre sua boca e engole os fogos e explode e o céu de Fumaceira volta a ficar azul e recebendo os raios de sol, ele descobriu que o dragão não poderia pegar sol, por isso uma grande fumaça amarela de enxofre cobria a cidade.

Stach é designado para sua quarta missão, que seria fazer com que as igrejas da cidade de Ecumênica parassem de se mover; ele observa que elas destroem tudo quem vem pela frente, mas aí ele tenta fazer com que elas se encontrem no Ático, e quando elas se encontram param de se mover, a cidade faz a maior festa.

Pensando ele, que vinha a quinta missão, os ministros tentaram enganá-lo querendo aumentar os números de desafios, porém, não houve acordo entre os ministros, então foi criada mais uma missão, chamada de quarta. A missão era pular de uma torre da catedral, mas, seu tio foi ao jornal mais popular do reino e mandou postar qual era o desafio, todos viram e levaram travesseiros.

No início, Stach não iria pular, mas, quando observou que todos ali o apoiavam, ou seja, fizeram uma torre de travesseiros, resolveu pular, pulou e pulou mais se uma vez e quando terminou de pular foi em busca da quinta missão.

O nariz de vegetal.

Sua quinta missão seria ir a Ingenuinópolis, resolver o problema do nariz vegetal. Assim que chegou percebeu que a cidade era bastante pobre, pois não havia ruas asfaltadas, as casas eram pequenas etc., tratou logo de procurar o prefeito da cidade, dessa vez foi mais difícil de encontrá-lo, então foi à casa do prefeito, nem o prefeito sabia o que estava acontecendo na cidade. Stach descobre, entretanto, que foi a esposa do prefeito que mandou a carta para os ministros.

Stach teria que fazer pomadas para tratamento do nariz vegetal ficarem mais baratas, ele entra numa reunião de taras, e vê não tem reunião nenhuma que era apenas uma reunião em que os médicos bebiam, ele consegue enrolar uma tara que lhe fala a receita: terra do pântano, farinha fermentada, óleo e vinagre, para dar a cor ele pingava corante.

Ele tentou falar para o prefeito, mas, o prefeito não acreditou, ele jogou fora a pomada feita pelo tara e fez outra na frente do prefeito, então foi que começaram a acreditar, ele não acreditou na primeira vez porque a consulta com o tara era muito cara e o remédio então nem se fala, por isso que quase ninguém se curava, era preciso reaplicar o remédio para os narizes desaparecem ele descobriu isso quando pediu alguns restos de pomada juntou tudo e entregou a uma menina que tinha o nariz vegetal, ela percebeu que o nariz estava diminuindo, ele convoca todos para irem a praça para ver, ele ensina como faz, as pessoas ficam alegres e com raiva ao mesmo tempo, por terem sido enganadas esse tempo todo.

Mas para voltar nem Stach, nem o prefeito tinham dinheiro, mas aí a esposa do prefeito lembrou que tinha um dinheiro guardado, era do piano que eles iam comprar. Com esse dinheiro deram sua passagem para Stachg voltar para Wiss.

Pataar, o feiticeiro.

Sua sexta missão era ir para a cidade chamada Equilibrium, descobrir por que a cidade tinha um feiticeiro que visitava a cidade toda as noites. Stach assim que chega vê que a cidade é muita bonita e aparentemente não tem nada de estranho, então procura a prefeita, que diz a ele para ir embora; que ninguém tinha, até então, conseguido resolver o problema da sua cidade.

Stach insisti em ficar na cidade para cumprir sua missão, e pede para a prefeita tudo sobre o feiticeiro de Equilibrium.

A história é a seguinte: toda noite um velho visita à cidade. A primeira vista é simplesmente um ancião. Seu nome é Pataar. Ele toca a campainha de qualquer casa. Quando é atendido, ele lhe pede uma esmola. Você lhe dá uma esmola, mas não é o suficiente. Precisa lhe dar uma oferenda. Tem que ser algo que você aprecie muito. Algo que você não gostaria de perder.

Após passar em todas as casas da cidade visitadas pelo feiticeiro Pataar, Stach vai conversar com a prefeita, quando inesperadamente a campainha tocou. Ao abrir a porta da sua residência, a prefeita avista o velho feiticeiro.

Pataar falou: eu quero uma esmola. A prefeita respondeu: não tenho nada de valor, então a prefeita tirou do seu bolso a sua carteira e entregou ao velho. Porém, o velho feiticeiro resolveu levar o jovem Stach. A prefeita desmaiou de terror.

Após um tortuoso caminho, ambos sobre um velho triciclo, diante de um vento forte e frio, foram em direção as montanhas. Em seguida chegaram a uma grande caverna.

Ao chegarem dentro da caverna, Stach observou que ardia um intenso fogo, onde concluiu que o velho feiticeiro jogava suas oferendas.

Após um breve diálogo, Stach conseguiu fazer com que o velho feiticeiro contasse o motivo de sempre visitar a cidade de Equilibrium em busca de oferendas. Então Pataar falou: a cidade de Equilibrium vivia em uma situação bastante difícil. A cidade estava localizada em um braço de uma balança e abaixo da cidade existia um abismo sem fim. Se a balança pendesse para o lado da cidade ela cairia no abismo. No outro prato da balança existia um pequeno fogo que mantinha a balança em equilíbrio. Era o pequeno fogo da caverna do velho feiticeiro que mantinha a existência da cidade. O fogo se alimentava de dádivas.

Só havia uma solução. Alguém teria que se oferecer em sacrifício, somente assim o fogo permaneceria acesso por cem mil anos.
Stach convenceu o velho feiticeiro a deixá-lo voltar a cidade com a promessa de voltar no outro dia.

No outro dia lá estava Stach dentro da caverna aguardando o velho feiticeiro. Incrédulo o feiticeiro ficou furioso e expôs os verdadeiros motivos que faziam manter o fogo acesso. 

Então, Pataar, o feiticeiro, joga-se na fogueira. A cidade ficou livre das visitas do velho feiticeiro.

O sétimo e último desafio era sentar na cadeira de pedra do forte da floresta.

O Forte da Floresta era uma pequena aldeia que ficava bem próxima da capital de Katoren. A aldeia era bastante simples tinha uma praça, algumas casas, uma igreja e um bar. A cidade de poucos habitantes, a maioria velhos, porque os jovens tinham ido morar na cidade grande.

Era nessa pequena e simples aldeia que Stach teria que cumprir sua última tarefa.
A história da cadeira de pedra era a seguinte: há vários anos, Katoren tinha um rei que era muito estranho, caprichoso e orgulhoso. A nobreza do reino o ridicularizava pelas costas e o bajulava pela frente. Com exceção dos irmãos Stachhouwr, os condes João e Gilberto. Os condes destemidos enfrentavam abertamente o rei. O rei os odiava.

O rei, por ser uma pessoa bastante orgulhosa, decidiu construir uma obra sem igual em todo mundo. Mas bonita que a catedral de Wiss. A obra seria construída no Forte da Floresta.

Com a orientação do rei a obra começou a ser construída. Obra pronta, toda a nobreza foi convidada para a inauguração, veio gente de todo o reino de Katoren. Após quatro dias de festa os convidados fizeram um círculo ao redor do monumento aguardaram ansiosos pela oportunidade de ver pela primeira vez o grande monumento.

Para decepção do rei, os irmãos, condes João e Gilberto começaram a rir da obra; todas as pessoas contagiadas pelas risadas, também começaram a rir. O que deixou o rei bastante furioso.

Após a grande humilhação, o rei amaldiçoou a todos: Quem sentasse na cadeira de pedra morreria.

Stach escutou atentamente a história e resolveu que, dentro de alguns dias, seria conduzido à cadeira de pedra. Enfim, Stach foi levado até a cadeira de pedras e sentou-se sem nenhum problema, sendo, assim, aclamado pelo povo como o novo rei de Katoren.

Através dessa incrível história, o autor mostra como as pessoas, quando chegam ao poder, têm uma forte tendência de querer se manter a qualquer custo no poder, mesmo que para isso tenham que sacrificar princípios e pessoas.

Os desafios são criativos e engraçados e o leitor fica mesmo curioso para saber como Stach vai resolvê-los. Os desafios chegam a ser um exercício de lógica, pois não existem palavras mágicas nem lutas de espadas, os problemas tidos como “impossíveis” são na verdade bem fáceis de serem resolvidos quando se tem alguém de fato comprometido em encontrar uma 
solução para eles.

As falas e atitudes dos ministros são de certa forma engraçadas, pois eles representam diferentes personalidades políticas e formas de governo. Embora sejam os ministros os “antagonistas” não são pintados necessariamente como vilões, são os que querem permanecer no poder algo afinal bem próprio do jogo político.

No fim, Stach consegue resolver cada um deles, pois sempre procura entender profundamente cada problema e ir além do que se diz deles. Com este espírito inovador e persistente ele vai conquistando a simpatia do povo e chegando perto da sua almejada coroa.