sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Retrato de Dorian Gray


Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, ou simplesmente Oscar Wilde (Dublin, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, atual República da Irlanda, 16 de outubro de 1854 — Paris, França, 30 de novembro de 1900) foi um influente escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa. Depois de escrever de diferentes formas ao longo da década de 1880, ele se tornou um dos dramaturgos mais populares de Londres, em 1890. Hoje ele é lembrado por seus epigramas e peças, e as circunstâncias de sua prisão, que foi seguido por sua morte precoce.

O Retrato de Dorian Gray começa em um ensolarado dia de verão na Inglaterra da Era Vitoriana, onde Lorde Henry Wotton, um homem opinativo, observa o sensível artista Basil Hallward pintar o retrato de Dorian Gray, seu anfitrião, e lindo jovem que é a musa final de Basil. Depois de ouvir a visão de mundo hedonista de Lorde Henry, Dorian começa a pensar que a beleza é o único aspecto da vida que vale a pena seguir, e deseja que o retrato de Basil envelheça em seu lugar.


Sob a influência hedonista de Lorde Henry, Dorian explora plenamente a sua sensualidade. Ele descobre a atriz Sibyl Vane, que atua em peças de teatro de Shakespeare em um sombrio teatro da classe trabalhadora. Dorian se aproxima e a corteja, e logo propõe casamento. A apaixonada Sibyl o chama de "Príncipe Encantado", e desmaia com a felicidade de ser amada, mas seu irmão protetor, James, um marinheiro, adverte que, se seu "Príncipe Encantado" magoá-la, ele vai matar Dorian Gray.


Dorian convida Basil e Lorde Henry para ver Sibyl atuar em Romeu e Julieta. Sibyl, cujo o único conhecimento do amor foi através do amor ao teatro, renuncia a sua carreira de atriz para experimentar o amor verdadeiro com Dorian Gray. 

Desanimado por ela ter abandonado o palco, Dorian rejeita Sibyl, dizendo-lhe que atuar era a sua beleza; sem isso, ela já não era interessante. Ao voltar para casa, Dorian percebe que o retrato foi alterado; seu desejo realizado; o homem do retrato carrega um sorriso sutil de crueldade.


Conscientemente ferido e solitário, Dorian decide se reconciliar com Sibyl, mas é tarde demais, enquanto Lorde Henry informa que Sibyl se matou por engolir ácido cianídrico. Dorian, então, entende que, a partir daí, sua vida dirigida pela luxúria e boa aparência seria suficiente. Nos dezoito anos seguintes, as experiências de Dorian, com todos os seus vícios, são influenciadas por um romance francês moralmente venenoso, um presente recebido do decadente Lorde Henry Wotton.


Uma noite, antes de partir para Paris, Basil vai à casa de Dorian lhe perguntar sobre os rumores de seu sensualismo auto-indulgente. Dorian, não nega sua devassidão, e leva Basil a um quarto fechado para ver o retrato, que havia se tornado hediondo pela corrupção de Dorian. Na raiva, Dorian culpa seu destino sobre Basil, e o apunhala até morrer. Dorian depois calmamente chantageia um velho amigo, o químico Alan Campbell, para destruir o corpo de Basil Hallward em ácido nítrico.

Para escapar da culpa de seu crime, Dorian vai para um antigo antro de ópio, onde James Vane está inconscientemente presente. Ao ouvir alguém se referir a Dorian como "Príncipe Encantado", James o procura e tenta atirar em Dorian. Em seu confronto, Dorian engana James ao fazê-lo acreditar que é muito jovem para ter conhecido Sibyl, que se suicidou dezoito anos atrás, já que seu rosto ainda é o de um jovem. James cede e libera Dorian, mas depois é abordado por uma mulher do antro de ópio que reprova James por não matar Dorian. Ela confirma que o homem era Dorian Gray e explica que ele não envelheceu em dezoito anos; compreendendo demasiado tarde, James corre atrás de Dorian, que se foi.


Uma noite, durante o jantar em casa, Dorian espiona James rondando a casa. Dorian teme por sua vida. Dias depois, durante uma caçada, um dos caçadores acidentalmente atira e mata James Vane, que estava escondido em um matagal. Ao retornar a Londres, Dorian diz para Lorde Henry que irá ser bom a partir de então; sua nova probidade começa com não partir o coração da ingênua Hetty Merton, o seu interesse romântico atual. Dorian se pergunta se sua bondade recém-descoberta teria revertido a sua corrupção no retrato, mas ele só vê uma imagem mais feia de si mesmo. A partir daí, Dorian entende que seus verdadeiros motivos para o auto-sacrifício de reforma moral foram provocados pela vaidade e a curiosidade pela busca de novas experiências.


Decidindo que só a completa confissão iria absolvê-lo de delitos, Dorian decide destruir o último vestígio de sua consciência. Enfurecido, Dorian pega a faca com que ele assassinou Basil Hallward e apunhala o retrato. Os servos da casa acordam ao ouvir um grito do quarto fechado; na rua, os transeuntes também ouvem o grito e chamam a polícia. Ao entrarem na sala trancada, os servos encontram um velho desconhecido, esfaqueado no coração, seu rosto está seco e o corpo decrépito. Os servos identificam o cadáver desfigurado pelos anéis nos dedos que pertencem ao seu mestre; ao lado deles está o retrato de Dorian Gray, que regressou à sua beleza original.


Personagens:


Dorian Gray — um jovem atraente e narcisista, encantado com o "novo" hedonismo de Lorde Henry. Ele se entrega a cada prazer (moral e imoral), onde esta vida eventualmente o leva à morte.


Basil Hallward — um homem profundamente moral, o pintor do retrato, e encantado por Dorian, cujo patrocínio impulsa seu potencial como artista. O retrato de Dorian Gray é a obra-prima de Basil.


Lorde Henry "Harry" Wotton — um arrogante aristocrata e um dândi decadente que defende uma filosofia de hedonismo auto-indulgente. Inicialmente, amigo de Basil, ele o negligencia pela beleza de Dorian. O personagem do espirituoso Lorde Harry é uma crítica da cultura vitoriana Fin de siècle – da Grã-Bretanha no final do século XIX. A visão de mundo libertina de Lorde Henry corrompe Dorian, que então começa a emulá-lo com sucesso. Para o aristocrata Henry, o artista observador Basil diz: "Você nunca diz algo moral, e você nunca faz algo errado".


Sibyl Vane — uma talentosa atriz e cantora, ela é uma pobre, jovem bonita, por quem Dorian se apaixona. Seu amor por Dorian arruína sua capacidade de atuar, porque ela já não encontra mais prazer em retratar o amor ficcional enquanto está experimentando o verdadeiro amor em sua vida. Sibyl se mata ao saber que Dorian não a ama; em que, Lorde Henry a compara com Ofélia em Hamlet.


James Vane — o irmão de Sibyl, um marinheiro que parte para Austrália. Ele é muito protetor de sua irmã, especialmente porque sua mãe só se preocupa com o dinheiro de Dorian. Acreditando que Dorian possa magoar Sibyl, James hesita em ir embora, e promete vingança sobre Dorian se qualquer coisa acontecer a ela. Depois do suicídio de Sibyl, James torna-se obcecado em matar Dorian, e persegue-o, mas um caçador acidentalmente mata James. A luta do irmão por vingança sobre o amante (Dorian Gray), pela morte de sua irmã (Sibyl) se assemelha à vingança de Laertes contra o príncipe Hamlet.


Alan Campbell — químico e amigo por um tempo de Dorian, que terminou sua amizade quando a reputação do libertino Dorian desvalorizou tal amizade. Dorian chantageia Alan em destruir o corpo assassinado de Basil Hallward; Campbell depois atira em si mesmo.


Lorde Fermor — o tio de Lorde Henry, que diz a seu sobrinho, Lorde Henry Wotton, sobre a linhagem da família de Dorian Gray.


Victoria, Lady Wotton — a esposa de Lorde Henry, a quem trata com desdém; ela se divorcia dele.

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